terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Mães que trabalham fora são mais felizes
29/12/2011 | 09:00 | NATÁLIA SPINACÉ | FAMÍLIA, TRABALHO | MÃE, TRABALHO
Ainda não sou mãe, mas acho que essa pesquisa faz certo sentido. Imagino que cuidar de uma criança e de uma casa em tempo integral não deva ser uma tarefa fácil. Aliás, dependendo da profissão, a maternidade pode ser bem mais estressante do que aguentar um chefe ou uma rotina de trabalho. Às vezes tenho a impressão de que, além de financeiramente necessário, trabalhar se tornou uma saída para evitar, nem que seja por meio período, as agruras da maternidade 24h por dia.
Não vejo problema nenhum em ter filhos e seguir com a própria vida e carreira, acho mais do que justo e saudável (e é o que pretendo fazer num futuro distante quando tiver filhos). Mas uma coisa tem me chamado a atenção. Hoje, quando uma mulher resolve abandonar a carreira para cuidar dos filhos, logo é julgada com comentários maldosos e olhares de superioridade do tipo “Ah, mas você só cuida da casa?”. Como se a dedicação integral aos filhos não merecesse valor e respeito.
Trabalhar, ser mãe, andar bem vestida e ser magra são regras, e parece que quem não se encaixa nelas é automaticamente uma pessoa estranha e fracassada. Quanta bobagem. A pesquisa diz que mães que trabalham fora são mais felizes, e talvez essa seja mesmo a verdade para a maioria das mulheres. A maioria, mas não todas elas.
Não vejo problema nenhum em quem escolhe pra vida se dedicar aos filhos. Não acho que essas mulheres mereçam os olhares de “Você é uma fracassada” que invariavelmente recebem. É apenas uma escolha, como tantas outras, onde o “certo” e o “errado” são relativos.
Natália Spinacé é repórter de ÉPOCA em São Paulo.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Atividades baratas para manter as crianças entretidas em casa nas férias de julho
Eu estava pesquisando algumas ideias de brincadeiras para fazer com o filhote durante as suas férias e encontrei umartigo muito legal do Buzzfeed com um montão delas. Resolvi compartilhar as minhas preferidas aqui. Quem não vai viajar ou quer ter ideias para aproveitar os dias em que estiver em casa pode gostar também:
A ideia aqui é usar fita adesiva para criar estradinhas por toda a casa. Elas são fáceis de tirar e diversão garantida até para os adultos (eu já me imagino brincando com meu filho fazendo isso).
Aqui a ideia é bem parecida, mas simulando um enorme jogo de tabuleiro! Que tal usar o jogo preferido do seu filho como modelo para criar algo em tamanho natural? Serve para amarelinha também.
Outra atividade divertida e que pode ser feita em varandas, quintais ou até mesmo na rua. Use giz para criar alvos grandes, com pontos, e esponjas molhadas para fazer a “bomba”. Deixe seus filhos se divertirem vendo quem consegue ganhar.
Essa é uma atividade para quem tem espaço livre em casa: pendurar um grande lençol, recortando alguns buracos antes, que valem pontos. O objetivo é brincar de tiro ao alvo com qualquer objeto.
Entretenha seu bebê com esse brinquedo ridiculamente simples: cole um rolo vazio de papel toalha na parede com fitas adesivas e use pequenos objetos para ele passar por dentro e dar risada quando saírem rolando do outro lado!
Se não puder acampar de verdade, que tal montar acampamento na sala? Aproveite para brincar muito, ler histórias e ver filmes. Essa é uma brincadeira clássica que praticamente todas as crianças adoram, e é muito simples.
Outra brincadeira barata e fácil de fazer que rende horas de entretenimento é amarrar um novelo inteiro de lã em um cômodo ou corredor e brincar de quem consegue passar sem encostar.
Uma boa brincadeira para estimular o aprendizado de cores e formas é criar caminhos que levem a algum tipo de tesouro. Seja criativo aqui!
Essa brincadeira é ridícula de tão simples também, mas garante boas risadas: corrida de pipoca! Basta estourar pipocas e deixar as crianças assoprando com canudos. Quem chegar primeiro pode escolher o filme do dia, eba!
Use bexigas e pratos descartáveis para criar o ping-pong mais simples e divertido do mundo.
Se tiver plástico-bolha sobrando em casa, crie um caminho divertido para seus filhos passarem e se divertirem. Especialmente para bebês que engatinham, pode ser uma atividade que o ajuda a descobrir novas texturas.
Mesmo sem ter muito dinheiro para gastar, dá para se divertir! Basta ter criatividade e boa-vontade.
ESCRITO POR Thais Godinho
http://vidaorganizada.com/organizacao-pessoal/dicas-sazonais/estacoes/inverno/atividades-baratas-para-manter-criancas-entretidas-em-casa-nas-ferias-de-julho/
Cuidando da casa sem estresse: diminua as expectativas
Imagem: A Beautiful Mess
Eu recebo muitos comentários do tipo “não sei como você consegue” relacionados aos cuidados com a casa e o gerenciamento de todo o resto das atividades no dia a dia. Eu já tentei diversas vezes descrever aqui no blog como nós fazemos em casa, mas essa pergunta sempre surge. Então me dei conta de que talvez esteja faltando um detalhe importante no processo todo: minhas expectativas não são altas.
Pergunte a uma pessoa que limpa a casa qual a melhor sensação de todas, e ela responderá que é a de sentar no sofá com aquele sentimento de dever cumprido, pois a casa inteira está limpinha e cheirando a lavanda. Eu também adoro essa sensação, mas vocês também já pararam para pensar que, em uma casa com muito uso de todos os cômodos, muitas pessoas morando e circulando, fazer isso é uma trabalheira danada? Quer dizer, se quisermos ter a casa limpa e brilhando todos os dias, das duas uma: 1) ou contratamos uma pessoa para fazer isso por nós ou 2) largamos o emprego e fazemos só isso. Com as crianças na escolinha, é claro.
Se você pode pagar uma pessoa para limpar a casa para você, excelente! Então você não deve ter problemas com a rotina de limpeza em casa, já que não precisa fazer mais do que lavar a louça (e, em alguns casos, nem isso). Se você não pode pagar alguém nem largar o seu emprego, então precisamos bater um papinho sobre expectativas mais realistas.
Em primeiro lugar, devemos pensar que a casa deve nos servir, e não o contrário. A casa é o nosso abrigo – onde chegamos, depois de um dia cansativo, e queremos ter um lugar aconchegante para preparar a nossa refeição, descansar, nos relacionar com as pessoas que moramos, entre outras atividades domésticas. Se você vive em função da sua casa, ficando exausto(a) diariamente e com uma sensação de culpa tremenda porque não conseguiu fazer tudo o que queria, pode ser que você esteja mirando alto demais.
Vou contar uma novidade para você: não dá para ter uma casa brilhante, limpa e cheirosa, impecável, no dia a dia, se você não estiver em nenhuma das duas situações que eu citei ali em cima. Por favor, tire essa cobrança da sua cabeça e esse peso gigantesco das suas costas. O fantasma da neura não vai vir te assombrar como naquela propaganda idiota que só faz com que as brasileiras se sintam péssimas por ter uma vida fora de casa e outras atividades além-lar.
Vocês acham que a minha casa está impecavelmente limpa neste exato momento? É claro que não. Para ajudar em todo o processo, eu tenho as minhas listinhas de tudo o que eu preciso fazer diariamente, semanalmente etc (aqui). Se eu não conseguir fazer todas as tarefas da minha lista, vou chorar? Mas é claro que não, meus amigos. Essa é a realidade. Tem dias em que eu chego em casa tarde, porque fiz hora extra no trabalho e depois ainda tive que ir ao supermercado. Não dá para fazer em um dia desses o que eu faria em um dia livre. Mas aí eu vou compensando nos dias seguintes.
A grande questão é: não posso me sentir culpada se não consegui lavar a louça antes de dormir! É o melhor a ser feito? Sim. É altamente recomendável? Sim. É muito mais difícil lavar no dia seguinte? Sim. Eu deveria ter lavado aos pouquinhos em vez de deixar acumular? Sim. Mas a realidade nos prega peças, nosso dia a dia traz imprevistos e muitas vezes não conseguimos fazer o que é ideal, recomendável, melhor, ou até mesmo o satisfatório. E isso não tem problema algum, desde que você não faça da exceção uma regra e deixe sua casa sair dos eixos e ficar inabitável. Mas acredite em mim: se você está lendo este blog e tem essa preocupação, ela nunca chegará a esse ponto, então relaxe.
E aqui já vou entrar um pouco em um ponto muito pessoal, que é o seguinte: eu não sou fanática por limpeza. Já fui, mas não sou mais – provavelmente, desde que meu filho nasceu. Porque ali eu percebi que seria impossível dar conta de tudo. Eu passei a me incomodar MUITO menos com a poeirinha na estante ou no rack da tv, por exemplo, e a limpar somente quando realmente houvesse sujeira. Aliás, por que temos essa mania de limpar o que não está sujo? Hábito, simplesmente. O brasileiro tem o hábito de limpar só porque está na rotina – porque sábado é dia de faxina. Sendo que, muitas vezes, nem precisa.
Já cansei de transferir uma tarefa da lista semanal para a lista de 15 dias, ou da lista diária para a semanal. Isso faz parte. Se eu não consigo passar aspirador todos os dias, vou passar a cada dois, ou mesmo uma vez por semana. Não é isso que vai manter a minha família alimentada, por exemplo, ou as contas pagas. Existem tarefas que são muito mais importantes e que precisam ser feitas. Eu não posso deixar de cozinhar, por exemplo, nem de organizar as minhas contas, porque senão tudo entra em colapso. Também não posso deixar de lavar a louça ou a roupa. Há coisas que simplesmente precisamos fazer. E, quando eu digo que as suas listas de limpeza, especialmente as diárias, devem conter o mínimo essencial, é justamente porque ninguém merece se tornar escravo(a) da casa e passar o tempo todo limpando. A ideia é fazer o mínimo possível e otimizar o processo justamente para você conseguir se dedicar a outras atividades mais importantes para você, nem que elas sejam simplesmente descansar e ler um livro. Minha lista diária tem menos de 10 tarefas, sendo que a maioria delas já foi feita pelo meu marido antes de eu chegar. E são todas tarefas muito simples. Eu fico mais com a parte “gerencial”, tipo separar a roupa que vamos lavar amanhã (ele só “aperta o botão” e, se não estender durante o dia, eu faço isso de noite), definir o menu semanal, a lista de compras (eu adoro cuidar disso!), separar as contas (eu centralizo os pagamentos), organizar a mochila da escola do filhote. E o que ele faz é o básico, do dia a dia mesmo, que mantém a casa ok. Meu marido faz o mínimo. A diferença é que, os dois fazendo isso, já é bastante coisa.
Por isso eu friso novamente a importância de trabalhar em equipe. Muitas leitoras me dizem que seus maridos não ajudam. Meninas, para começar, “ajudar” é o termo errado. “Ajudar” significa que o papel de limpar é seu, e ele só está dando uma mãozinha, quando puder e quiser. Não, não. Quem mora na casa deve trabalhar em equipe, e é assim que as coisas devem ser. Ainda bem que nossa realidade está mudando. Entendo que existe muito homem cabeça dura por aí, mas a maioria hoje já faz até mais coisas que a mulher em casa. Isso porque a mulher está trabalhando, fazendo cursos, tendo uma vida também, que beleza! Basicamente, tendo finalmente os direitos que os homens sempre tiveram. Então é óbvio que a carga da mulher tem que ser dividida com os bonitões. Isso não é ajuda nenhuma. É obrigação.
Mas não vamos só colocar os maridos na fogueira não: todo mundo deve ajudar! Eu sei que filhos adolescentes podem oferecer certa resistência, mas não podemos desistir. Para mães de adolescentes, eu recomendo o seguinte: não dar mole. Ensinar independência, não fazer tudo o que pedem. E, para as mães de crianças menores, eu recomendo o envolvimento desde cedo das crianças nas tarefas de casa. Não é para colocar a criança de três anos para trabalhar, longe disso! Mas deixá-la junto com os pais enquanto eles executam uma tarefa, explicar o que está fazendo, mostrando como esfrega aqui e ali, pedindo para a criança entregar as peças de roupa para pendurar no varal, essas pequenas coisas. Envolver os filhos desde o início ajuda porque eles percebem que fazem parte de tudo aquilo – não são meros expectadores. Não existe técnica para resolver essa questão 100%, mas já podemos tentar diminuir o número de “traz o refri, mãe!” que você vai ouvir daqui a alguns anos.
Em resumo, o que eu realmente gostaria de dizer com este post é que precisamos ser mais realistas com relação às atividades de manutenção da casa, especialmente no que diz respeito à limpeza. Todo mundo adora uma casa limpinha e cheirosa o tempo todo. A realidade está longe disso, dentro das condições que estamos em nossa época, ocupados como estamos. Não devemos ter expectativas dos anos 1960 em 2013. Estamos em um período de transição de comportamentos domésticos, o que é excelente! Não há regras, assim como não sabemos o que o futuro nos reserva. A tecnologia está aí para nos ajudar, trazendo cada vez mais eletrodomésticos que, daqui a pouco, farão tudo para a gente. Mas, enquanto isso não acontece, precisamos lembrar que, da mesma forma que não ficamos o dia inteiro cuidando da casa, deixando-a impecável, não podemos achar que teremos aquele mesmo resultado. Não dá.
É claro que você pode gastar o seu sábado inteiro limpando a casa e fazendo uma faxina completa, mesmo sabendo que, no domingo, alguém pode fritar um bife na cozinha e adeus limpeza. Então eu me pergunto? Vale a pena todo esse trabalho para ter a casa impecável durante apenas algumas horas? Ou é melhor fazer aos poucos as tarefas durante a semana e manter a casa em um nível simplesmente ok, mas o tempo todo?
Sei que o post é polêmico e muitas pessoas não concordarão comigo. Só sei que pensar dessa forma me tornou uma pessoa muito mais livre e descansada no dia a dia, me possibilitando a dedicação a outras tarefas que estavam de lado justamente porque eu achava que “não tinha tempo”. Talvez essa mudança de expectativas possa te ajudar também.
ESCRITO POR Thais Godinho
http://vidaorganizada.com/organizacao-pessoal/cuidando-da-casa-sem-estresse-diminua-as-expectativas/
Feminismo para leigos
É assustadora a quantidade de gente que não sabe o que é feminismo. Ninguém tem a obrigação de saber, é claro, mas a partir do momento em que você decide opinar sobre um assunto, é de bom tom saber do que se trata. As pessoas são "contra" o feminismo sem sequer saber o que significa.
É comum escutar:
"Não sou feminista, sou feminina",
"Não sou feminista e nem machista",
"Não sou feminista e nem machista, sou humanista",
"Não sou feminista, acho que todos deveriam ser tratados igualmente e ter os mesmos direitos".
Bom, vamos lá.
Feminismo não prega ódio, feminismo não prega a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo clama por igualdade, pelo fim da dominação de um gênero sobre outro. Feminismo não é o contrário de machismo. Machismo é um sistema de dominação. Feminismo é uma luta por direitos iguais.
Então se você diz "não sou feminista, acho que todos deveriam ser tratados igualmente e ter os mesmos direitos" você está dizendo, exatamente: "não sou feminista, mas sou feminista". E se você se diz humanista, bom, acredito que saiba então que o humanismo é uma filosofia moral baseada na razão humana e na ética, que coloca o ser humano acima do sobrenatural, de deuses, de dogmas religiosos, da pseudociência e das superstições e que não tem nada a ver com o assunto.
Existe essa grande falha lógica que é o sujeito achar que você tem que ser contra uma coisa pra ser a favor de outra; neste caso, "contra" os homens para ser "a favor" das mulheres. O feminismo não luta contra os homens, e sim contra o supracitado sistema de dominação, que, veja só, privilegia os homens e foi criado por... homens. Fica clara a diferença entre lutar contra um sistema e lutar contra todo um gênero?
Feminismo não tem nada a ver com deixar de usar batom, salto ou dar de quatro. Ninguém vai confiscar sua carteirinha de feminista se você usar rímel. Mas te abre para a possibilidade de só usar maquiagem quando quiser, não porque tem que obrigatoriamente estar impecável e linda todos os dias a enfeitar o mundo.
Feminismo não tem nada a ver com ser inimiga dos homens. É claro que existem feministas misândricas, mas você não é obrigada a ser uma delas.
Feminismo não tem nada a ver com esconder o corpo; muito pelo contrário, exigimos o direito de andar com a roupa que bem entendermos sem assédio ou constrangimentos. Taí a Marcha das Vadias que não me deixa mentir.
Feminismo não tem nada a ver com não ter filhos, e sim com a escolha de como e quando esses filhos virão, e se virão.
Feminismo não tem nada a ver com não ser feminina. E nem com ser.
Feminismo tem a ver com liberdade, com eu, você, elas e eles podermos todos viver e ser sem ninguém dando pitaco em como devemos nos portar, como devemos nos vestir, o que devemos dizer, do que devemos fazer com nossos corpos.
Outra coisa importante: nem todas as feministas estão de acordo a respeito de todos os tópicos. Cada um constrói seu feminismo. Como disse a Tavi Gevinson, a jovem editora da RookieMag, em uma palestra do TEDxTeen, o feminismo não é um livro de regras, mas uma discussão, uma conversa, um processo. E cada um tem o seu. Feminismo, caros, não é uma seita que reprime e excomunga quem quebra seus preceitos.
Vale sempre lembrar que o mundo machista também oprime os homens com esse negócio de que eles têm que ser os provedores, que eles têm que ser durões, que não podem chorar, que não podem demonstrar nenhuma característica atribuída ao feminino porque isso é considerado uma fraqueza - já que as mulheres são consideradas mais fracas, logo, inferiores. Gay é "xingamento" porque ser gay é ser um homem mulherzinha. Gente, não dá mais isso, 2013, sabe? Chega de reproduzir conceitos sem sequer parar para pensar neles.
Há um teste simples pra saber se você é uma pessoa que se identifica com o feminismo.
1. Você concorda que uma mulher deve receber o mesmo valor que um homem para realizar o mesmo trabalho?
2. Você concorda que mulheres devem ter direito a votarem e serem votadas?
3. Você concorda que mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha da profissão, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?<
4. Você concorda que mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
5. Você concorda que cuidar das crianças seja uma obrigação de ambos os pais?<
6. você concorda que mulheres devem ter autonomia para gerir seu dinheiro e seus bens?
7. Você concorda que mulheres devem escolher se, e quando, se tornarão mães?
8. Você concorda que uma mulher não pode sofrer violência física ou psicológica por se recusar a fazer sexo ou a obedecer ao pai ou marido?
9. Você concorda que atividades domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
10. você concorda que mulheres não podem ser espancadas ou mortas por não quererem continuar em um relacionamento afetivo?
Respondeu sim pra tudo?
Está confortável na cadeira?
Você é pró-feminismo, ou até... Feminista! Uau!
Você não precisa ser ativista para ser feminista. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Se você acredita na igualdade de direitos entre homens e mulheres, você é feminista.
As pessoas confundem feminismo com um monte de coisas. As pessoas têm medo da palavra FEMINISMO.
Feminismo. Feminista. Feminismo. Feminista. FE-MI-NIS-MO.
Feminismo é sobre liberdade.
E é difícil ser realmente livre neste mundo.
por Clara Averbuck
http://www.cartacapital.com.br/blogs/feminismo-pra-que/feminismo-para-leigos-3523.html
A importância do pai no incentivo à leitura dos filhos
Vivemos em uma sociedade em acentuado processo de transformação e que vem questionando, de modo salutar, os padrões rígidos de comportamento vigentes durante longo tempo – que se mostram incompatíveis com a multiplicidade do mundo contemporâneo. Hoje, homens e mulheres, que até pouco tempo tinham papéis muito definidos na sociedade, gozam de mais liberdade para escolher os rumos da vida de acordo com os próprios anseios. Dessa maneira, vemos cada vez mais mulheres ocupando espaço no mercado de trabalho, enquanto os homens assumem tarefas que antes eram essencialmente femininas, tais como cuidar dos filhos ou da rotina doméstica. Além disso, o número crescente de filhos de pais divorciados alterou o paradigma da família tradicional e, em muitos casos, forçou os homens a abrir mão da condição exclusiva de provedor, levando-os a ter participação mais ativa na educação dos filhos. Há casos, inclusive, em que pais e filhos passaram a conviver sem a presença das mães. Em um país como o Brasil, ainda carente de cultura e conhecimento, esse novo homem pode desempenhar um papel fundamental no fomento à leitura entre filhos, netos ou sobrinhos. Explicando melhor... meninos necessitam de um referencial adulto masculino no qual se espelhar. É o pai – ou um avô, um irmão bem mais velho ou um tio próximo – quem cumpre essa função, sobretudo na adolescência, quando todos entramos em um período turbulento de inseguranças e questionamentos. Em muitos artigos, debates ou teses, fala-se muito do papel da mãe na educação dos filhos, mas raramente vejo alguma menção à importância do pai. Isso talvez explique, em parte, o fato de o número de leitoras ser muito superior ao de leitores. Meninos, infelizmente, ainda são criados de acordo com uma noção falsa e arcaica de masculinidade. Parece incrível, mas é comum vermos pais preocupados com filhos que passam as tardes em casa lendo, em vez de estarem jogando futebol com os amigos “como toda criança normal”. Muitos chegam a recorrer a psicólogos para diagnosticar e, se possível, reverter o suposto distúrbio. É interessante notar que esses pais são os mesmos que, curiosamente, cobram notas altas nos boletins dos filhos, ignorando que é justamente a leitura regular o principal agente de um bom desempenho escolar. O jovem que lê com regularidade tem maior capacidade de concentração e de compreensão da língua escrita; automaticamente, possui condições mais favoráveis de tirar proveito das aulas e dos estudos. Historicamente fomos educados a encarar o ambiente doméstico como um território feminino; logo, todas as atividades de algum modo ligadas a ele, também o seriam. A partir de certa idade, os meninos são instados a sair; divertir-se fora de casa e ganhar o mundo, enquanto das meninas continua a se esperar que permaneçam resguardadas no lar. Malgrado todos os avanços, essa mentalidade ainda persiste. Os homens que optaram pela paternidade precisam repensar os próprios conceitos –recebidos durante sua criação, lá atrás, quando o mundo era bem diferente –, e saber como preparar adequadamente seus filhos para enfrentar a selvageria da vida adulta. Incentivar a leitura em um jovem – que ainda está dando seus primeiros passos na vida – é, portanto, mais que um gesto paternal de carinho; é uma postura inteligente diante das demandas de uma sociedade freneticamente competitiva, em que o conhecimento se firma, cada vez mais, como o capital mais importante das nações. *
Luis Eduardo Matta
http://www.primaveraeditorial.com/portal/imprensa/temas-tramas/659-a-importancia-do-pai-no-incentivo-a-leitura-dos-filhos.html
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